A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal…

Quando se vê, já terminou o ano…

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê passaram 60 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado….

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…

OBS: Conhecido popularmente como “O Tempo”, o poema de Mario Quintana tem como título original “Seiscentos e Sessenta e Seis”. Foi publicado pela primeira vez na obra Esconderijos do Tempo, em 1980.

“A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos.” Sl.90: 10

Mês atrás tive a oportunidade de ler o poema acima descrito, também titulado “O TEMPO”. O poema nos leva a refletir de como a vida passa de forma rápida; se titubear ela passa sem que cumpramos nosso propósito ou missão. De forma sorrateira o tempo passa e o dia já terminou. Já são 6 horas; a semana passou e já é sexta feira; não contamos os meses e já é Natal; assim, sem que percebamos damos início a mais um Ano; os anos se passam e já temos 60 anos, quando percebemos não há mais tempo para fazermos o que realmente nos foi designado ou que seria importante. Não podemos voltar atrás. O tempo se tona impiedoso e nele não há trégua.

No meio Cristão o número “666” tem uma conotação de algo tenebroso ou ruim. Ele é citado no livro do Apocalipse como sendo o “número da Besta”.  O autor do poema o usa para nos mostrar como o “tempo” acaba sendo cruel. Hoje com 55 anos, a caminho dos 60 anos; ano em que a sociedade me intitulará como idoso, reflito sobre o poema “666”; à brevidade da vida e a necessidade de ter cumprido ou não meu propósito.

O Ano de 2020, atípico em relação a todos os anos anteriores, causado pela chegada da pandemia, refleti sobre a importância de valorizarmos nosso tempo enquanto viventes aqui nesse Mundo, pois, até aqui o Senhor me poupou. O Salmo 116 nos adverte: “Andarei perante a face do Senhor na terra dos viventes” Sl. 116:9.

O versículo que abre esse texto foi retirado do Salmo 90, de autoria atribuída a Moisés. Conhecido como o salmo mais antigo, assim diz: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”. Salmos 90:10-12. Nesse Salmo o patriarca Moisés nos leva a refletir sobre a brevidade de nossa vida e a eternidade de DEUS.

Assim como o poeta Mario Quintana e Moisés, eu também me pergunto: Tenho valorizado meu tempo aqui? Tenho vivido meu propósito segundo Deus?  Tenho centrado minhas preocupações em mim ou no meu próximo?  Valorizo e agradeço por estar vivo em meio dos acontecimentos atuais? Penso na vida como esse tempo que voa, ou entendo que, em Cristo, obtive acesso à eternidade?

O evangelista Lucas relata a história de um homem que sabia claramente o propósito de sua vida: “Porque o Filho do Homem veio para buscar e salvar o perdido” (Lc. 19:10). Jesus veio para dar fim à morte, nos estender a possibilidade de uma vida eterna, e trazer o descanso às almas abatidas e cansadas.

E você, no que investirá esse ano?

Qual o seu propósito?

Já se planejou?

Assim como você, eu não tenho as respostas certas, mas certamente não desperdiçarei meu tempo com coisas fúteis.

Pense Nisso!

Felizes dias em 2021.

                                                           Autor: Sérgio Eduardo Lousan