“Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência (Gênesis 15:5)”

O capítulo 15 de Gênesis é aberto com Abrão tendo uma visão: “Depois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” (Gn 15:1). O fator antecedente à visão aqui deve ter sido um diálogo (oração) entre Deus e Abrão, até que o Senhor se manifestou a Abrão e deu-lhe uma promessa: “assim será a tua descendência” – (Gn 15:5), como as estrelas do céu.                 O diálogo entre Deus e Abrão continuou, “Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro… veio a palavra do Senhor a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro” (Gn. 15:3-4). Nesse momento da conversa Abrão expõe sua real necessidade. Ter um filho era o desejo de Abrão e Sara e ele derramou isso diante de Deus, e, a partir daí, Abrão recebeu a promessa. A bíblia registra que “Abrão creu no Senhor, e imputou-lhe isso para justiça” (Gn. 15:6).

Passado o tempo a promessa se cumpriu, e, Isaque, o filho da promessa nasceu! Abrão e Sara tiveram o filho, conviveram com ele, forjaram seu caráter. Certamente Abrão e Sara se alegraram por desfrutar da fidelidade e bondade de Deus em suas vidas, cumprindo uma promessa que respondia aos seus anseios e desejos. Mas, e quanto a promessa de posteridade incontável, igual as estrelas do céu?

                Nota-se que essa promessa era tão ousada e tão especial que essa parte da promessa Abrão e Sara não iriam ver mesmo (nem se vivessem por séculos e séculos). Eles só terão noção no que se desdobrou a promessa de Deus (naquele dia do diálogo entre Deus e Abrão) na eternidade.

                Tem-se, portanto, que a promessa de Deus a Abrão respondeu ao anseio do casal, mas, sobretudo, realizou os planos de Deus, e, além de tudo, essa promessa nos encontrou. Promessa ousada e complexa que alcançou toda a humanidade, como as estrelas do céu, de maneira incontável. Incrível pensar que Deus tem planos tão perfeitos que ultrapassam nossa compreensão e a barreira do tempo.

                É certo que Deus sempre esteve e estará atento aos Seus planos, aos Seus propósitos e esses planos sempre culminarão na eternidade (vida eterna do seu povo). Portanto, cabe pensar que o fator antecedente de tudo é o sonho gerado em nós, sonhos legítimos que compõem a nossa essência e existência (quais são os seus sonhos legítimos?). Analisando ainda mais a experiência de Abrão, tem-se que efeito moderador entre o sonho e a promessa (moderador diz respeito a uma variável que afeta a direção e/ou a força da relação entre as coisas BARON; KENNY, 1986) é a oração, e o fator consequente é o cumprimento da promessa (antecedente-moderador-consequente é um meio de observar um fenômeno na sua complexidade).

                Quais são os sonhos gerados em nós? Vamos derramá-los diante de Deus (em oração)? Quiçá, Deus nos dará promessas ousadas, que ultrapassarão a linha do tempo, a partir do cumprimento da vontade Dele em nós!! Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as Coisas!! A Ele a glória, a honra hoje e sempre!!                                                                                       

     Autoria: Lilian Laurência Leite