“Ouvindo eles isto, enfureciam-se no seu coração e rilhavam os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus. Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele. E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram”. At.7:54-58

COMENTÁRIO PASTORAL: Eu voltava de uma viagem durante a posse do novo presidente do Brasil, e acompanhava pela Rádio CBN os reflexos de cada momento da cerimônia. De forma nitidamente “oposicionista” um comentarista convidado fazia críticas ao discurso proferido por Jair Bolsonaro. Ele demonstrava visível irritação pelo fato do novo presidente expressar excessivamente sua fé em Deus. Ele disse que não foi apenas pelo uso do slogan de campanha, “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, mas a visível intenção do presidente misturar sua religião com a política. Ele contabilizou as falas da posse, no Congresso e no Parlatório, onde Bolsonaro falou em “Deus” 12 vezes. Já “ideologia” foram mencionadas nove vezes, sempre negativamente. O terceiro termo mais usado foi “família” – sete vezes. No regime democrático deve haver liberdade para cada cidadão se expressar. Nos últimos 16 anos vivemos uma imposição ideológica sobre sexo, religião, cultura e racismo onde discordar se tornou quase crime. Imaginei-me na mesma posição ou em qualquer outra onde me fosse permitido expressar meus sentimentos, e com certeza minha fé em Deus estaria presente na mesma ênfase. Podemos não partilhar a mesma visão política, mas criticar alguém por expressar sua fé é um radicalismo e um cerceamento à liberdade constitucional de culto e expressão. Detalhe: O presidente é católico romano. Sua esposa é evangélica. Melhor que eles creiam em Deus do que “em nada”.                                                               Pr. Sérgio de Oliveira Campos