Você já deve ter ouvido falar várias vezes sobre o “Pré-Sal”.
O que seria isso?

O pré-sal do Brasil é uma grande reserva de petróleo e de gás natural encontrada em águas profundas, a mais de sete mil metros abaixo do nível do mar, sob uma extensa camada de sal que atinge até dois mil metros de espessura, o que dificulta sua exploração. Está localizada em uma faixa litorânea com cerca de 800 quilômetros de extensão que compreende os estados do Espírito Santo e Santa Catarina. O petróleo encontrado nessa região é de alta qualidade. A extração de petróleo da camada pré-sal em território brasileiro foi feita pela primeira vez em 2008, pela Petrobrás

Ela é chamada de pré-sal, em razão da escala de tempo de formação do petróleo. Essa camada de petróleo do pré-sal se formou antes (daí o termo “pré”) da outra rocha de camada salina, e foi sendo encoberta por esta, milhões de anos depois.

O petróleo acumulado no pré-sal, e nas demais reservas mundiais nasceram de uma grave crise planetária: extensas florestas e todas as suas espécies vegetais e animais foram abruptamente engolidas e soterradas por violentos movimentos da crosta terrestre. Graças a esses grandes desastres, o mundo hoje tem o petróleo, o carvão mineral e as reservas de gás natural, fundamentais na matriz energética do mundo.

A formação do pré-sal se deu a partir de uma ruptura de um antigo continente chamado Gondwana, de onde nasceram os atuais continentes africano e americano, que antes eram unidos há, aproximadamente, 100 milhões de anos atrás.

Podemos dizer que a posição dos continentes continua se modificando no decorrer da história da Terra, constatação essa que é resultado de estudos recentes dos cientistas, realizados principalmente a partir de meados do século XX.

                Pensava sobre o que escrever para o último boletim de 2020, um ano diferente de outros, e que parece ter causado novamente um grande abalo no planeta, cujos efeitos devastadores ainda não passaram. Quando parecia ter passado o tremor, vem por aí uma segunda “onda”.

                O pré-sal, hoje situado há 7 mil metros de profundidade, um dia foi superfície na terra. Teve vida “normal” com árvores, insetos e outras formas de vida. De repente, uma imensa crise. O chão tremeu e tudo subitamente mudou-se as referências, e toda aquela vida foi parar no fundo. De início vemos apenas a tragédia: extinção… morte em massa… uma perda incalculável, mas milhares de anos, alguém encontrou “petróleo” que surge a partir daquilo que se perdeu. E assim, vemos nascer os combustíveis fósseis preparados por Deus para que o planeta fosse movido e aquecido por sua força armazenada milhares de anos atrás.

                Pensei na “crise de José”, o filho predileto de Jacó, jogado de repente num poço por seus irmãos ciumentos e invejosos, e depois resgatado dali para ser vendido como escravo para uma caravana de ismaelitas, que o levaram para o Egito. Ali, sofre de assédio sexual e calúnia, vindo a ser preso de forma injusta. Quando parecia esquecido, de repente, ele é colocado por Deus diante de faraó e interpreta seus sonhos. Finalmente, sua história passa por novas mudanças, mas ainda não entende a razão de tudo o que viveu – e ainda viverá.  

                Mas vários anos depois, de forma imprevisível, seus irmãos estão diante dele, curvados como ele havia visto um dia em um sonho. Ele perceberá que os movimentos de Deus em sua vida tinham o propósito de preservar sua família, e o próprio futuro do Povo de Deus.

                O ano que se encerra foi completamente diferente de todas as previsões. De repente, uma contaminação geral da economia, da saúde, da educação do lazer, das relações sociais, colocou o mundo com medo e de máscara. O inimigo é imensamente pequeno, mas com um poder destruidor incalculável.

Qual será a razão de tudo isso? Para onde estamos indo?

Só Deus pode dizer. Precisaremos esperar.

Só no final entenderemos as razões e os caminhos divinos.

E o final ainda não chegou.

Vamos aguardar 2021, com quebrantamento e obediência.
Graça e Paz a todos.