“Há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” Provérbios 14:12

              O som alto chamou a atenção, e a polícia foi chamada.

Em tempo de apelos para que as aglomerações deveriam ser evitadas, o descaso era evidente. Era uma festa enorme. Muita gente se divertindo, despreocupada, fazendo pouco caso dos apelos dramáticos nesses dias. A festa foi interditada, mas os participantes se comprometem a refazê-la em outro local e data.

Desobedecer regras se tornou uma questão de honra para eles. Me lembrei, então, de uma pequena fábula que havia no meu livro da escola primária:

O LEÃO E A RAPOSA

Fingindo-se doente, o leão recebia visitas dos outros animais da floresta, os quais entravam em sua caverna e o leão os devorava um a um.

Por fim, chegou à porta de sua caverna a raposa, que sempre desconfiada, de longe, lhe perguntou:

— E então, senhor Leão, como o senhor está passando?

O leão, fingindo-se doente, enfraqueceu sua voz, simulou um ataque de tosse e respondeu-lhe:

— Dona Raposa, por que não entra para me visitar?

Mas a raposa, que de inocente não tinha nada, cheia de desconfiança respondeu-lhe:

— Me parece que a sua casa está cheia, já que vi muitas pegadas de animais entrando e nenhuma de algum que tenha saído. Por isso, vou indo. Até mais…Melhoras!

A mente infantil recriava as cenas enquanto os olhos ajuntavam as letras. E me lembro de ver a caverna… as pegadas… e o diálogo. E vejo nesses dias a fábula de criança se tornando histórias vivas da vida real.

Nas muitas histórias de agora, quantos episódios semelhantes encontramos todos os dias! Leões e cavernas estão por todo lugar. Continuam bem frequentadas… e letais.

Há cavernas brilhantes, cheias de música e cerveja; há outras menos luminosas, onde traficantes e usuários acertam suas contas; outras estão cheias de adrenalina, com carros rodando em alta velocidade ou ultrapassando em faixa contínua; há outras com perseguição policial, repletas de balas perdidas ou achadas, que sempre fornecem comida aos leões.

Muita gente, conscientemente, vai em direção ao leão sem o mínimo de temor e amor pela vida. Acham-se imunes e mais espertos que os leões, e que jamais serão vítimas dele. As pegadas dos que desaparecem aparecem diariamente pelos jornais, ilustrando que não há destinos diferentes – entrarão e o leão os matará.

Os Leões evoluíram e agora estão matando também do lado de fora de suas cavernas. Eles envenenam seus frequentadores devolvendo-os para seus convívios. E gente que nunca passou perto das cavernas e leões estão sendo mortas por suas influências.

Todos os dias novas “pegadas” alimentam as estatísticas. E os leões nunca se fartam. É gente nova perdendo a vida de velhas maneiras, como se nunca tivessem sido avisadas de que por esse “caminho de morte” só existem pegadas de ida… nunca de volta.

Jesus se apresentou aos homens como sendo A PORTA e O CAMINHO. E nos convida a entrar por Ele para trilharmos uma experiência que tem começo e não tem sim.   

Cristo declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. E nos convida a ir até Ele. Para muitos a religião é uma forma de engano, uma alienação, que rouba a vida e ilude os que tem curiosidade ou interesse. Acham a Caverna de Cristo monótona. As cavernas precisam ser atraentes, e os leões devem parecer apenas mitos. Os avisos de “cuidado-perigo” deverão estimular sua curiosidade. Leões são especialistas em curiosos e descuidados.

 Cristo também nos atrai. Ele sempre nos convida a visitá-Lo e conhecê-Lo. Eu sou a porta – diz ele. Se alguém entrar por mim, será salvo; ENTRARÁ, e SAIRÁ, e ACHARÁ pastagem (João 10:9). Essa é a diferença principal: ENTRAR – SAIR e ACHAR. Com os leões, quem entra, NÃO SAI, e se PERDE. Em Cristo passamos DA MORTE para A VIDA.

Aprendamos algo com a raposa de nossa fábula.

Aliás, seria interessante apresentarmos Jesus para ela.            

                     Pr. Sérgio de Oliveira Campos