“Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta”.
Sl. 143:6

Imagine ficar sem beber água. Muitos diriam que a água se tornou uma bebida fora de moda, antiga, ultrapassada; mas era o que nossos avós bebiam! Talvez fosse muito melhor passar o tempo bebendo os líquidos “modernos” – refrigerantes, energéticos, bebidas alcoólicas. Afinal, essas sim têm sabor de verdade, cheiro e nos dão uma sensação de ‘bem-estar’. Entretanto, ainda que seja antiga, sem cheiro e sem sabor, a água é essencial e sem ela teremos sede. Naturalmente, você tentará acabar com essa sede bebendo mais das bebidas alternativas, cada vez mais, para se saciar. E Você continuará com “sede” e, cedo ou tarde, terá que lidar com as consequências à sua saúde, de escolher trocar água por refrigerantes.

Hoje, em muitos países – especialmente europeus, as pessoas supõem que já não ‘precisam’ de Deus. Elas estão bem com suas próprias vidas, com suas explicações científicas, com suas ideologias novas, modernas e progressistas. A ideia de Deus parece antiga, ultrapassada, sem sabor e não se adequa ao mundo moderno. Ter um Ser metafísico para adorar não faz sentido; ter que admitir regras, valores morais, e assumir um estrito trilho de certos e errados… tudo isso parece coisa da época dos antigos!

As pessoas se enganam quando acham que não são adoradores. Todos somos! O que muda é o que adoramos. Os cristãos (e os judeus), de todas as eras, adoram o SENHOR, aquele que nos redimiu através de Jesus. As gerações atuais trocaram o seu Criador por suas criaturas. Ao invés de adorar a Deus, adoram as coisas criadas por Deus: ouro, pedras preciosas, a imagem que veem no espelho (vaidade), filhos, pais, políticos, esportistas, cantores, atores, celebridades, trabalho etc. Outros se juntam para adorar criações humanas: times, partidos, ideologias, etc. Todos adoram! Somos feitos para adorar, esse é o nosso propósito, esse é o nosso primeiro mandamento. A sede está dentro de cada um de nós; não adianta ignorá-la. Quanto mais você tentar matar a sede com o que não é “água” mais sede terá! O vazio, a tristeza, a desesperança só aumentam.

Mas qual o problema de escolher o adorar criaturas ao invés do Criador?

O seu Criador não muda e é: eterno, bom, fiel, justo, amoroso, onisciente, onipotente… As criaturas promovidas à ídolos são sujeitas a serem roubadas ou mortas; enferrujam; são comidas pela traça; envelhecem… Não há como extrair significado da sua vida de pessoas, coisas ou ideologias; tudo isso é falho e temporário. A única esperança de salvação é Deus e através de Jesus. Qualquer outra opção será extremamente frustrante e infeliz.

Todos os dias de nossa vida acordaremos com “sede”. Todos os dias buscaremos algo para suprir essa necessidade. Mais do que água, nos é oferecido o sangue daquele que morreu no meu e no seu lugar, daquele que venceu a morte. Somos convidados a perder a nossa vida para viver a vida de Cristo em nós! A Palavra de Deus diz: peça e receberá. Peça a Deus que te dê a água verdadeira, aquela que é capaz de te satisfazer, aquela pela qual nunca mais voltará a ter sede. Através disso seremos transformados, renovados… e definitivamente satisfeitos!

O evangelista João registra uma interessante conversa de Jesus, à beira de um poço em Samaria, com uma mulher que buscava água para uma sede de todos os dias:

“Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.João 4:13-15

Ele – Jesus – é o caminho para as sobrenaturais águas vivas.

Sede… nunca mais!

Autor: Lucas Machado