“Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de Tiberíades: estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram, e entraram no barco, e, naquela noite, nada apanharam. Mas, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia; todavia, os discípulos não reconheceram que era ele. Perguntou-lhes Jesus: Filhos, tendes aí alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.”
(João 21:1-6)

              Hoje falaremos de histórias de pescador.
                Dizem que pescadores contam mais estórias do que histórias, mas o relato bíblico acima (feito por João) espelha a realidade de muitas pescarias e pescadores.
                Participei de uma única pescaria em minha vida.
              Estreante no meio de muita gente experiente tive sucesso absoluto. O lugar era belíssimo! Os peixes não se esconderam de mim! Além de não ter passado “vergonha”, peguei o maior exemplar entre 14 pescadores do grupo (sorte de estreante – segundo eles!). Mas nem sempre experimentamos o sucesso em nossas vidas.
               A Bíblia relata que nem sempre as coisas saem do jeito que pensamos ou planejamos. O texto de João indica um momento de fracasso apesar da experiência que tinham e de terem tido sucesso tantas vezes na mesma situação. Os discípulos também viveram momentos em que as coisas não aconteceram em suas vidas. Ter momentos de insucessos e carências é parte da vida. Algumas dificuldades vividas podem ser por pecados e passos errados que nós ou outras pessoas demos, mas podem ter causas desconhecidas no mundo físico, e que precisam da intervenção de Jesus para voltarem à normalidade.
                Os discípulos eram pescadores. Nasceram e viveram nesta prática. Sempre pescaram ali no mar de Tiberíades ou lago de Genesaré. Eles tinham tudo para ter sempre “sucesso” em pescar. Porém, nem sempre o sucesso ocorrerá por nossa experiência ou pelo nosso conhecimento humano das situações. Os discípulos eram pescadores experientes, e o mar lhes era muito conhecido. Porém, a escassez de resultados e o insucesso tinham outras razões.
                Jesus os encaminha de volta no mesmo dia, ao mesmo mar, com as mesmas redes. São os mesmos homens, mas os resultados são outros. Há dias que o mar certamente não tenha peixes onde me encontro, mas vê-se que não era a falta de peixes a razão do seu insucesso, nem a inexperiência dos discípulos pescadores que fecharam as possibilidades nestes dias.
                Depois dos insucessos somos tentados a achar que não é dia de peixes em nossas vidas. Porém, a ordem de Jesus contraria este princípio, pois manda que eles retornem ao mesmo mar onde fracassaram para repetirem as mesmas ações. Os discípulos, apesar de argumentarem que tentaram a noite toda, eles se dispõem a OBEDECER. Pescar sob as ordens de Cristo será sempre um sucesso.
               No texto acima vemos Jesus indo ao encontro dos pescadores. Deus manifesta sua graça em meio às nossas dificuldades cotidianas. A pergunta de Jesus no texto foi “Vocês têm aí coisa de comer?” A relação com Deus é mão dupla: estamos diante Dele no que concerne ao seu Reino, e Ele está conosco em nossa lida diária, seja na família, no trabalho, nos relacionamentos, no lazer.
               Talvez você tenha lançado sua rede nesses atípicos meses que se passaram, e os insucessos superem os resultados positivos. Quem sabe pareceu que o “mar não esteve para peixe” esse ano em sua vida, mas isso pode ser a sua visão do mar e da história. Quem sabe os peixes te estão aguardando do outro lado do barco ou na próxima tentativa…?
                O senhor Jesus continua interessado em nossas “pescarias”. Caso estejamos cansados e desanimados com a vida certamente, nesses dias, ele dará comandos e direções para revertermos as expectativas. Com certeza, ele aparecerá em sua praia, Ele também te perguntará:
              – “Você está precisando de ajuda”?

                                                                        Pr. Sérgio de Oliveira Campos